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quinta-feira, agosto 03, 2017

Leitura da semana: Cultura de Excelência, de David Cohen.

O livro conta a história da Fundação Estudar e a experiência de vida de alguns de seus bolsistas. Por consequência, discorre sobre pontos relevantes da cultura da Fundação Estudar, como "ter faca nos dentes" e "ser sangue nos olhos". (Link do livro: Amazon)



Recomendo a sua leitura para aqueles que desejam se tornar um bolsista da Fundação ou para aqueles que desejam trabalhar no Mercado Financeiro. Não é por coincidência que a cultura da Fundação tenha nascido no Garantia, banco de investimento comandado pelo trio Beto Sicupira, JP Lemann e Marcel Telles.

Meu trecho preferido do livro:
"De acordo com a filosofia que a Estudar segue, o trabalho não é um fardo a se carregar para garantir o sustento - é a única forma de realizar seu potencial. Talento sem trabalho não adianta para nada. Trabalho, contínuo e consistente, constrói o talento. E o talento, aplicado ao trabalho, leva a resultados excepcionais. "


Recomendação de leitura | Cultura de excelência

sábado, junho 24, 2017

 Já vou dizendo logo de primeira: não seja materialista nem arrogante. É bem complicado para alguém interessado em ganhar a vida no Mercado Financeiro não ter um pouco dessas duas características.

Todavia, se você realmente quer observar as oportunidades de maneira racional e objetiva, sem ser influenciado negativamente pelo ego ou por sentimentos, você vai longe.

Acredito que a melhor forma de mostrar isso seja citando um livro que gosto bastante, Monkey Business. Falei sobre alguns trechos dele em uma postagem ("Por que bancos de investimento são iguais uns aos outros") e irei usá-los nesta e em outros artigos.

Vamos aos trechos:

"The banker’s greatest enemies are those people whose souls are not for sale, and those who realize that time is a nonrenewable commodity."
(John Rolfe and Peter Troob. Monkey Business. pág 14. Warner Business Books, New York. 2000.)

"Our success in investment banking would depend upon our willingness to subjugate all personal goals to the greater good." (Idem, pág 56)

"Investment banking training can be summed up pretty succinctly. It’s a huge waste of time and money but a necessary step for the investment banking machine to teach you your role as an associate and lure you into a high standard of living. Once you’ve started living with limousines and expense accounts, it’s hard to go back." (Ibidem, pág 81)

"The firm knew that extravagant tastes were the best defense that they could ever hope to have against our departure. And when it came to purely social events, the firm threw just enough corporate clambakes to keep the junior bankers from engaging in open rebellion." (Ibidem, 150)

"Investment banking had a way of attracting arrogant fuckers like us, and that was our Achilles’ heel. The big boys knew that. They knew us better than we knew ourselves. We were screwed." (Ibidem, 216)

"Greed, Fear, and Abandon. Those are the three steps. First, persuade by talking about money and success. Greed and the pursuit of money is the banker’s ultimate aphrodisiac. Stroke the ego and tell the clients what they want to hear. Act sincere. If this doesn’t work, move to the second stage of the process—fear. Scare the shit out of the clients and shake their confidence. If the banker can’t entice the client with money, then maybe they can use fear to achieve the desired result. Finally, if this doesn’t work the banker will abandon in an unusually rapid fashion. If there’s no deal, then there’s no need to continue any discussion." (Ibidem, 237)

Alguns pontos levantados por esses trechos, como o desejo e a necessidade pelo luxo, arrogância, ambição e medo, devem ser considerados. Não digo que devemos superá-los como Buda em seu caminho rumo à iluminação, mas que devemos permanecer atentos constantemente ao quanto esses pontos nos afetam em nossa vida. Não só no trabalho, também nos afetam em nossa vida pessoal e social. Se você o sucesso como algo a ser maximizado ao limite, seja abrindo uma fintech ou entrando em um banco de investimento tendo como objetivo último ser o melhor da área ou o mais rico de todos, tais pontos não podem (nem deveriam) impedi-lo. Ser racional é bom e não traz problemas.

Não seja materialista nem arrogante no Mercado Financeiro

sábado, junho 17, 2017

 Em um post anterior ("Por que tantos atletas são contratados no Mercado Financeiro"), eu discorri brevemente sobre o fato de bancos de investimento serem praticamente iguais uns aos outros, na perspectiva do analista, diferenciando-se apenas quanto aos componentes que os formam. Eu diria até que são parecidos quanto aos indivíduos, dada a similaridade de personalidade dos sócios com quem já conversei no cotidiano. Agressivos em relação a metas, praticantes de esportes (do nível amador ao atleta), sinceridade e honestidade brutas, enfim, características de um perfil ideal para o Mercado Financeiro.

Entretanto, essa é uma opinião restrita à minha pessoa? Não, como irei mostrar nestes trechos do livro Monkey Business, de John Rolfe. Recomendo fortemente a leitura deste livro, abriu-me os olhos quando eu comecei a pensar em trabalhar no Mercado Financeiro.

Há um deficit de livros sobre Mercado Financeiro no Brasil, talvez devido ao fato do Mercado de Capitais ser pequeno ou relativamente novo, mas as informações contidas nos livros daqueles que trabalham em Wall Street também são de grande ajuda.

Vamos aos trechos:
"Investment bankers spend 50 percent of their time trying to convince potential clients thatntheir bank is different than the other guy’s bank, but for a junior banker, at the end of the day, they’re all the same."
(John Rolfe and Peter Troob. Monkey Business. pág 12. Warner Business Books, New York. 2000.)
"We’d spent twelve months busting our humps and kissing the ass of the institution with the expectation that we’d be well compensated. If our counterparts at the other banks ended up making more than us, we figured that we might as well be kissing ass there. After all, at the end of the day it wasn’t like a DLJ ass was any tastier than a Morgan Stanley ass."
(John Rolfe and Peter Troob. Monkey Business. pág 211. Warner Business Books, New York. 2000.)


Bancos de Investimento são iguais uns aos outros

quarta-feira, abril 26, 2017

Como contactar quem não usa LinkedIn?

 Dado o post anterior (Por que poucas pessoas relevantes do Mercado Financeiro possuem perfis no LinkedIn?), fica a pergunta: como entrar em contato com indivíduos importantes de bancos de investimento e assets quando boa parte deles não possui um perfil público ou um perfil atualizado no LinkedIn?

Meu pequeno gafanhoto, missão dada é missão cumprida. Há algumas alternativas, citadas fora de ordem de importância:

  • enviar uma mensagem ou adicionar o perfil desatualizado mesmo assim, pois há uma probabilidade da pessoa-alvo receber alguma notificação em sua caixa de e-mail
  • buscar outras pessoas da mesma área ou de áreas correlatas da mesma empresa no LinkedIn
  • enviar um e-mail para o RH contando sobre o seu desejo de conversar com a pessoa pretendida e perguntar se eles poderiam tornar isso possível
    • caso não aceitem, peça que o RH indique alguma pessoa da área ou de uma área correlata com quem você poderia conversar
  • ir ao banco de investimento ou asset e tentar marcar um horário com a pessoa pretendida
Caso não aceitem algum destes pontos, mostre persistência. Envie e-mails perguntando sobre a negativa, ligue, envie cartas, enfim, demonstre o seu interesse e vá atrás do seu objetivo. Seja persistente não seja chato, tenha em mente a linha tênue existente entre ambos.


Mercado Financeiro | Como entrar em contato com quem não usa LinkedIn?